Fuja da Contabilidade Criativa

Contabilizar as receitas e os gastos é uma medida essencial para viabilizar a tomada de decisão, além disso, ter esses valores declarados de maneira realista é uma obrigação legal. Infelizmente, são vários os casos de empresas que “mentem” sobre seus números, seja para fugir das responsabilidades tributárias ou para enganar investidores. No blog post de hoje vamos compreender a importância de seguir regras financeiras.
Imagem: Reprodução

Balanço Patrimonial

Se trata de uma demonstração que retrata toda a situação financeira de uma organização em um determinado momento. Sua estrutura oficial, segundo Lei nº 6404/76, é composta por bens e direitos (ativo) e obrigações e capital próprio (passivo). Nós próximos tópicos vou comentar sobre os grupos de contas que compõem esse modelo:

Ativo

  1. Ativo Circulante: todas as aplicações e itens disponíveis em até 1 ano.
  2. Realizável à Longo Prazo: elementos disponíveis em mais de 1 ano.
  3. Ativo Permanente: itens atrelados ao negócio, por exemplo, a marca.

Passivo

  1. Passivo Circulante: todas as obrigações assumidas em até 1 ano.
  2. Exigível a Longo Prazo: obrigações que vencem em mais de 1 ano.
  3. Patrimônio Líquido: composto por capital próprio, reservas e lucros.

Ressalto que não se pode lançar um valor no ativo sem mostrar de onde ele saiu no passivo, ou seja, o total de ativos é sempre igual ao total de passivos.

A exposição que fiz aqui é apenas uma introdução ao Balanço Patrimonial, cada uma das contas apresentadas é composta por subgrupos e precisaríamos de um artigo inteiro para falar sobre o assunto. No futuro voltarei a falar do tema com mais profundidade.

Lembrando que, embora seja possível fazer esse demonstrativo por conta própria, meu dever como Administrador é sugerir que procurem um Contador para organizar as contas de sua empresa, até porque, empreender implica em obrigações tributárias que não podem ser negligenciadas.

Tributação Empresarial

O sistema tributário nacional é extremamente complexo e se divide em tributação sobre faturamento, tributação de obrigações sociais e tributação sobre lucro. Outra classificação importante dos tributos é a competência tributária:
  • Tributação Federal: IPI, II, IE, Cofins, PIS, IRPJ, CSLL, CPP, CMSS, FGTS, IOF e ITR.
  • Tributação Estadual: ICMS e IPVA.
  • Tributação Municipal: ISS e IPTU.

Todos esses impostos estão detalhados nos artigos 153, 155 e 156 da Constituição Federal de 1988.

Contabilidade Criativa

A criatividade sempre é vista de maneira positiva, afinal, ela é fonte de soluções e inovações importantes para o mercado, entretanto ela costuma ser utilizada de maneira antiética, para omitir informações fiscais e mascarar resultados financeiros, afim de reduzir o impacto dos impostos e conseguir financiamentos.

Não existe imoralidade em querer pagar menos impostos, o empreendedor pode tentar enquadrar sua empresa em um regime tributário que represente menor onerosidade, mas as informações utilizadas na comprovação do enquadramento precisam ser realistas. Ocultar valores representa crime de sonegação fiscal, além de perder dinheiro com a multa, isso pode prejudicar a imagem do empreendimento entre os consumidores.

Sempre tenha em mente, empreender sem ética é inaceitável.

Agora que já sabe a importância de seguir as regras financeiras, aproveite para compartilhar esse conhecimento no FACEBOOK e/ou LINKEDIN. Assim todos ajudamos no desenvolvimento do afroempreendedorismo.

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